Lista de leitura em maio 2018

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Melhor livro do mês.

 

Sempre amei listas!

Tenho de coisas a fazer, livros para ler,  séries, filmes, coisas impossíveis, sonhos, desejos, compras… e etc.

Pensei que seria uma boa ideia publicar todo mês minha lista de leitura. Poderia fazer um resenha, trabalha melhor cada um, mas não quero ser crítico de literatura.

Tenho muito prazer na leitura, outros não tem. Já indiquei livros que foram amados e vi amigos detestarem. O contrário também já aconteceu, livros abandonados por mim, serem apreciados. Penso que ou a pessoa não estava no tempo certo de leitura, Como um romance que depende do desejo conjunto de  ambos. Ou que a história não é para a pessoa. Simples assim.

Manguel, Alberto. O leitor como metáfora: O Viajante, a Torre e a Traça. Sesc, 2017.(segunda melhor leitura do mês, Livro lindo!)

PÊRA, Marília. Cartas a uma jovem atriz. Elsevier, 2008.

Gleiser, Marcelo. Retalho cósmico. Companhia das Letras, 1999.

Rowling, J. K. Harry Potter e a pedra filosofal. Rocco, 2017.

Rowling, J. K. Harry Potter e a câmara secreta. Rocco, 2017.

Rowling, J. K. Harry Potter e o prisioneiro de Azkaban. Rocco, 2017.

Bianchi, Jana P. Lobo de Rua. Dame Blanche, 2016.

Revista Trasgo #01

Rowling, J. K. Harry Potter e o Cálice de fogo. Rocco, 2017.

Rowling, J. K. Harry Potter e a Ordem da fênix. Rocco, 2017.

Rowling, J. K. Harry Potter e o Enigma do príncipe. Rocco, 2017.

Morrow, Carol Ann. Terapia da paz. Paulus, 2004.

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Um momento perfeito de escrita

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Artista desconhecido, se souber quem é, Por favor me informe.

…aaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!

O escritor levantou da cama gritando em pânico! O suor escorria da sua face, a respiração estava ofegante, suas mãos seguravam a cabeça e meio grogue olhava em volta tentando se localizar e entender se o que aconteceu foi real. Estava em seu quarto. Os músculos do corpo tremiam de forma involuntária. Olhou fixamente o teto e não observou nada de anormal.

Arrumou a cama numa tentativa de também organizar os pensamentos, enquanto de soslaio lia ao quadro de planejamento na parede. Lá, em letras garrafais estava escrito a tarefa do dia: descrever um momento perfeito de escrita.

Caminhou em direção ao banheiro, verificando o relógio da cozinha, os ponteiros marcavam 11:11, sem pressa tomou um banho, onde a incômoda sensação de deja vú, continuava a consumir sua mente. Escovou os dentes, lavou o rosto e percebeu pelo reflexo no espelho sua aparência, a barba por fazer de dias, os primeiros fios brancos se escondiam aqui e ali, suas olheiras estavam profundas, seu semblante não era dos melhores.

Andou em direção a mesa onde escrevia na sala, abriu o notebook e olhou com raiva a página em branco, aquela tela recheada de melancolia, se perguntando porque raios alimentava o sonho de ser escritor. Exceto uma vez, quando se sentiu uma personagem de uma história escrita por algum ser, um deus sacana, uma entidade malévola que se divertia com suas tentativas de dia após dia, produzir algo bom.

Depois de olhar a tela por um tempo que parecia horas, decidiu que se não conseguia escrever, ao menos teria um momento perfeito na sua existência de merda.

A perfeição no seu entender era como um círculo, ou um movimento elíptico, como o movimento da lua em torno da terra e desse planeta em torno do sol. Constante e previsível.

Se levantou ao ouvir um som estrondoso: RROOONNNKKK!

O barulho que vinha do seu estômago, não deixava dúvidas. Quando foi realmente a última vez que comeu? – questionou-se.

Na cozinha abriu uma caixa de pizza abandonada, comeu a última fatia fria que residia lá dentro. Pegou o celular e ligou pra pizzaria, a única do bairro que atende 24 horas e aceitava seus pedidos especiais. Pediu uma pizza família de marguerita com manjericão fresco e duas passagens só de ida pra Marte.

Entre o caos que se encontrava a cozinha, pegou uma caneca suja de dentro da pia, lavou lentamente a caneca, a encheu de água e esquentou no micro-ondas. Preparou um chá de Valeriana, um potente sonífero. Batizou a bebida com duas doses de conhaque e a bebericava quando o entregador chegou.

Pagou a pizza, sorriu, ao receber um saquinho de plástico com dois pequenos quadradinhos de papel. Sim, agora o dia será perfeito! Murmurou pra si mesmo.

Comeu sete das oito fatias da pizza, deu o último gole no chá, colocou a caixa na cozinha e de forma delicada introduziu os dois micropontos de papel colorido abaixo da língua e fechou a boca. Semicerrou os olhos esperando o efeito, fixou os olhos no teclado e antes de tocar nas primeiras teclas. Percebeu não sem assombro, que algumas letras se mexiam.  A letra “j” dançava, e achando estranho afastou a cabeça e a aproximou para visualizar melhor o que acontecia. Sua cabeça inclinava em direção ao teclado quando sentiu algo invisível o puxando, até que, ao encostar a cabeça no teclado, foi sugado com todo o corpo para dentro das teclas… Caiu por um longo tempo, parecia que estava na toca do coelho da Alice, letras passavam a sua volta, o ditongo de uma palavra copulava em queda livre, gerúndios o xingavam em sua queda, dois advérbios lhe mostraram o dedo do meio. Quando percebeu que talvez nunca pararia de cair, começou a gritar!

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa…

 

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Texto escrito como Exercício número um do ninho dos escritores.

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Ponderações sobre o caminho

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Ilustração de María Hesse / Instagram

A teia de Indra:

Tudo está conectado

No longínquo palácio celestial do deus Indra,

está pendurada no teto uma teia

que se estende até o infinito, em todas as direções.

Em cada nó da teia, existe uma joia reluzente.

Como a teia é infinita, também são infinitas as joias, brilhando como estrelas.

Na superfície reluzente de qualquer uma dessas joias estão refletidas

todas as outras infinitas joias da teia infinita, em um processo infinito de reflexão mútua.

Cada joia contém em si o reflexo de todas as outras.

Cada joia condiciona e é condicionada por todas as outras.

Cada joia é todas as outras. ¹

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Talvez a vida seja o resultado de uma longa evolução da matéria: do big bang, ao surgimento do nosso sistema solar, desse planeta, das moléculas simples, as enzimas, às primeiras células replicantes, desde então, se replicando em um processo ininterrupto.
Nosso planeta está repleto de vida. Ela transborda em cada canto, cada fenda. Um punhado de terra de jardim contém bilhões de microrganismos, ativamente ocupados com suas complexas microatividades.
Toda diversidade de vida em nosso planeta, incluindo eu e você leitor, deriva desse longo processo iniciado bilhões de anos atrás, moldado através de pequenos erros, acumulados ao longo de milhares de gerações. Somos uma manifestação consciente e coletiva dessa longa cadeia de eventos. Todos intimamente conectados. Seria certo então; um eu que não existe; apontar qualquer erro no outro que também não existe? Aliás, vendo por essa perspectiva existiriam erros?

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“… uma caneta bic, se você tira a tampa,
é uma caneta sem tampa, de um lado, e uma tampa, do outro.
Mas, se abro o corpo da caneta e tiro a carga, a caneta ainda é uma caneta?
Agora, tenho três objetos:
(1) uma tampa (2) uma carga, com ponta, e (3) um tubo transparente e oco.
Qual desses três objetos é a caneta? Nenhum deles? Todos eles?
Em que momento passaram a ser uma caneta?
Em que momento deixaram de ser?
Onde está a essência da caneta?”²

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Enamorados pela perspectiva de mudar o mundo, fazemos votos, cada qual por um chamado diferente em seu coração. Temos esse desejo sincero de ajudar na cura das pessoas à nossa volta. Mas, me digam: Como ajudar outros, com tantos erros em nossa conduta diária? Tento caminhar me norteando em um mar de gentilezas e não acredito que seja apontando o dedo para atos ditos falhos dos irmãos que resolveria isso. Além de considerar uma grosseria sem tamanho. Então, depois de muito pensar nesses hábitos, ações e pensamentos. Vividos e observados que me causa tristeza nessa jornada. A única forma possível para falar do outro e ainda ser gentil, seria falando de mim, corporificando todas essas supostas falhas, as minhas, as suas, as que aconteceram, as que vão acontecer, as que estão acontecendo, as que quase aconteceram, todas elas são minhas somente.
Contudo:

Entre o que eu penso, o que quero dizer, o que digo e o que você ouve, o que você quer ouvir e o que acha que entendeu, há um abismo [imenso].” ³

Alejandro Jodorowsky

Nada pode causar mais desconforto do que a descoberta da nossa própria imperfeição. Essa nossa existência é um espelho. Você é outro eu no joguete da existência, Eu sou você, nós somos um! Quando nossos olhos se contempla, é a própria divindade se observando em corpos diferentes. Essa é a suprema brincadeira cósmica.
Ainda assim, me sinto um ser deficiente, não só no corpo físico, mas mentalmente. Percebo que sou rude nos meus pensamentos, gestos e fala.
Teimoso, muitas vezes não escuto os ensinamentos que sai da boca dos mestres que são cada ser senciente, cada animal ou pessoa que cruzar com minha existência.
Quero sempre fazer as coisas do meu jeito, esqueço que o câncer que aflige um corpo, nada mais é que uma célula rebelde que se multiplica, crescendo de forma desordenada, não obedecendo a nenhum pedido químico para cessar suas multiplicações e o seu crescimento sem fim acaba levando ao óbito todo aquele complexo conjunto de diferentes células especializadas que chamamos sociedade ou organismo.
Ser cruel ou violento não é só tratar alguém mal por uma impaciência, basta um pensamento violento, mentiroso ou mesquinho. E toda intenção daquele gesto estará contaminada.
Não existe nenhuma delicadeza no meu agir, verifico isso, quando, saio e entro nos ambientes de qualquer forma. Bato às portas de qualquer jeito, fazendo barulhos que ecoa por todo o ambiente.
Não dou valor a recursos preciosos, como a água, deixando muitas vezes uma torneira aberta.Desperdiço alimentos, não valorizo as coisas que possuo, mesmo diante do fato de inúmeras pessoas que trocaria sem pensar de lugar comigo na vida.
Inúmeras vezes ignorei a norma da roupa, dando total mal exemplo a outros, não fazendo o jejum de alimentos, esquecendo que um trabalho começa no exato momento que tomei a decisão de ir. Serei realmente assim tão ocupado? Não posso lavar minha roupa antecipadamente? Dobrá-la e separá-la para assim estar apresentável?
Que tipo de devoto sou, ao ofertar meu desleixo?
Mal suporto o peso de todas as vezes que fiz alguém tropeçar ou pior, deixei uma péssima impressão em um recém-chegado por causa da forma como o abordei, com um tom de voz extremamente severo, gestos agressivos, tocando corporalmente ou conversando em horas indevidas, e por mais que seja chamada atenção, deixo a ilusão do tempo penetrar na minha mente, acreditando que sou experiente, quando somos todos novatos no caminho. Como posso dormir o sono dos justos ao não perceber que posso ter afastando alguém dessa sangha e do caminho com minhas atitudes?
Se minhas atitudes possuem segundas intenções, se me esquivo dos turnos de limpeza, se sou preguiçoso e mesquinho, se utilizo um título para vantagens próprias. Como posso esperar ser instrumento de cura?
Quantas vezes realmente ouvi de coração aberto e atenção plena, meus semelhantes ao invés de impor minha ó tão importante opinião egóica?
Espero que confessando publicamente meus erros e falhas, possa melhorar como indivíduo. Que meus erros sirva para o desabrochar de todos como o lótus dourado, nascendo de águas surja e turvas. Saindo desse estado de preguiça e indolência no serviço devocional e me tornando um tripulante realmente útil
Sou falho, sou você, somos um…
A cura é um processo mútuo. Se não entendo minhas necessidades e sentimentos, se não trabalho as questões que me afetam, processos, padrões viciados da minha mente e me empenho em levar cura primeiramente ao meu coração desnutrido. Nada posso fazer pelo outro. O bem estar é recíproco, nunca unilateral. Quando nos curamos, isso irradia para todas as relações próximas: uma cadeia de melhorias que se expande, em efeito dominó.
Li ou ouvi em algum lugar que não somos seres humanos passando por experiências espirituais, mas sim, seres espirituais passando por experiências humanas.
Por fim, não me levem a sério, se existe uma única verdade nesse texto, é que nada sei sobre qualquer caminho.
Sendo um ser tão errado, só sei ser palhaço!

“Delicadeza nas palavras gera confiança.

Delicadeza no pensamento gera profundidade.

Delicadeza no doar-se gera amor.”

Lao Tse

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“… O que importa não é o que a gente sente, pensa, acha, mas o que a gente FAZ.
Exemplificando.
Não existe RAIVA: existe AGIR RAIVOSAMENTE.
Se sinto raiva, mas consigo AGIR AMOROSAMENTE, então, só o que existe é essa ação amorosa.
Não existe AMOR: existe AGIR AMOROSAMENTE.
Se sinto AMOR, mas só consigo AGIR RAIVOSAMENTE, então, só o que existe é essa ação raivosa.
Eu sou o que eu FAÇO, não o que SINTO, PENSO, ACHO…”

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Essa é a versão final das inúmeras tentativas de escrever esse texto, demorei a encontrar um tom adequado. Ser assertivo e claro não é nada fácil. Pois, tudo o que acreditamos que vemos é uma projeção criada pelo nosso estado de consciência. O que vemos e sentimos, reflete nosso exato estado mental. Se algo escrito aqui não foi bem entendido a culpa é unicamente minha, mesmo com toda a ajuda das pessoas amigas que leram ou ouviram as leituras de suas versões anteriores.
¹ – A versão usada veio do sutra da guirlanda de flores (circa séc. iii, na índia). A da teia de indra faz parte das tradições do hinduísmo e do budismo.
² – A metáfora da caneta é de Stephen batchelor, em budismo sem crenças (1997), capítulo 11. Ambas se encontram no texto intitulado prisão eu, do escritor Alex Castro, irmão de prática zen no Eininji – Templo do Cuidado Amoroso Eterno e que pode ser conferida/lida em sua totalidade aqui:
https://papodehomem.com.br/prisao-eu/
³ – A palavra em colchetes é uma adição minha ao texto original.
– Outro texto do Alex Castro.

Texto escrito sobre minhas ponderações e aprendizado na Arca da montanha azul, uma casa que visa quebrar os preconceitos religiosos, como única de forma a promover a paz.

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